As Vozes da Terra | Viagem só para Mulheres 50+ em São Tomé e Príncipe
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São Tomé e PríncipeSó Mulheres 50+

As Vozes da Terra | Viagem só para Mulheres 50+ em São Tomé e Príncipe

Expedição no feminino · 3 a 10 de março de 2027, com o Dia Internacional da Mulher na ilha · grupo de 12 · líder de viagem portuguesa e guia santomense

Voos desde Lisboa 8 dias / 7 noitesSó Mulheres 50+

A viagem

Em São Tomé, são as mulheres que seguram o mundo nas mãos.

São elas que descem as pistas ao amanhecer com a lenha à cabeça, que sobem às roças, que trabalham a terra, que enchem os cestos de fruta e que dão cor e voz aos mercados. Esta expedição foi construída à volta delas — e à volta de um grupo de doze mulheres que atravessa a ilha ao ritmo do leve-leve, entre praias vazias, floresta e cascatas, para conhecer quem lá vive.

São oito dias em São Tomé, de 3 a 10 de março de 2027, com o Dia Internacional da Mulher passado no lugar certo: no Ilhéu das Rolas, sobre a linha do Equador, com um pé em cada hemisfério, e um jantar de celebração à beira-mar no sul da ilha.

O grupo é acompanhado por duas mulheres do princípio ao fim: uma líder de viagem portuguesa, que segue com o grupo desde o aeroporto de Lisboa e trata de tudo o que é logística, conforto e segurança; e uma guia santomense, que abre as portas do quotidiano local com a proximidade que só quem é da terra consegue.

Entre os encontros e as conversas há a ilha inteira: a Lagoa Azul e os embondeiros centenários do norte, as praias de areia dourada do Ilhéu das Rolas, a Praia Piscina com as suas piscinas naturais de água morna, a Praia Inhame no sul selvagem, os mangais da foz do Rio Malanza percorridos de barco, a floresta do Parque Natural Obô e a Lagoa Amélia lá no alto, coberta por um tapete vegetal flutuante. Paisagens que quase ninguém viu, porque quase ninguém vem cá.

E há um princípio que atravessa toda a viagem: as refeições, os alojamentos e as experiências privilegiam negócios geridos por mulheres. O dinheiro desta viagem fica na comunidade, nas mãos de quem a sustenta.

Não é uma viagem para observar. É uma viagem para conversar.

Itinerário

Dia a dia

Dia 1

Dia 1 · 3 de março — Lisboa ✈ São Tomé: o abraço do Equador

Encontro no Aeroporto de Lisboa com a líder de viagem portuguesa, que acompanha o grupo desde o check-in, e voo direto para São Tomé. À chegada, receção pela nossa guia santomense, que fica com o grupo durante toda a viagem. Jantar de boas-vindas no restaurante da Dona Teté, uma das figuras mais conhecidas da cozinha da ilha: peixe grelhado com banana-pão e a história de como ergueu o negócio do nada. Alojamento em hotel de charme na cidade de São Tomé.

Dia 2

Dia 2 · A Baía de Ana Chaves e a poeta que escreveu o hino

Manhã a pé pela marginal e pela baía que tem nome de mulher: a Baía de Ana Chaves. Ana Chaves foi uma proprietária e figura política do século XVI, tão influente que chegou a assegurar a condução dos assuntos da colónia entre governadores, e que no fim da vida abandonou o negócio esclavagista e deu alforria aos seus escravizados. Conta-se que era filha ilegítima de D. João III — é a hipótese mais aceite, embora nunca confirmada. À tarde, percurso pela cidade pelos lugares ligados a Alda do Espírito Santo, poeta, professora e resistente, autora da letra do hino nacional, com leitura dos seus poemas. Jantar de petiscos no espaço da Vilma, que nos recebe e conta como a cozinha crioula se transmite de geração em geração.

Dia 3

Dia 3 · A Lagoa Amélia e as mulheres do café

Subida às terras altas e entrada no Parque Natural do Obô, com uma caminhada guiada de intensidade suave a moderada até à Lagoa Amélia — uma antiga cratera cujo fundo está hoje coberto por um tapete vegetal flutuante, e onde a tradição oral situa a história da jovem Amélia, filha de um governador, que ali terá desaparecido. Almoço na Roça Monte Café, com tempo junto às mulheres que secam e selecionam o grão de arábica, o trabalho mais paciente da ilha. Ao fim do dia, degustação de cozinha crioula no restaurante da Dona Antónia, que mantém vivas as receitas antigas com produto fresco da terra.

Dia 4

Dia 4 · O norte: Lagoa Azul, os embondeiros e a força comunitária de Neves

Dia inteiro pela costa norte, a mais seca e a mais fotogénica da ilha: a Lagoa Azul, de água transparente sobre fundo de rocha vulcânica, e a rota dos embondeiros centenários que se levantam sozinhos na paisagem. Em Neves, vila piscatória encostada ao mar, visita ao projeto comunitário liderado pela Irmã Lúcia — apoio à infância, alfabetização de mulheres e capacitação de jovens. Almoço à beira-mar com a santola de Neves, a melhor da ilha. No regresso, paragens para conversar com as palaias, as vendedeiras que dão vida às bermas das estradas santomenses com fruta, pimenta-da-terra e peixe.

Dia 5

Dia 5 · A roça e a garra de Maria de Jesus

Viagem para o interior, à Roça Santa Luzia, e encontro com Maria de Jesus, a proprietária, que conta a sua história de recuperação do património agrícola e arquitetónico das antigas estruturas do cacau — e o que significa liderar, sendo mulher, a transição para a produção sustentável e o agroturismo. À tarde, Rota do Cacau: caminhada pelos cacaueiros e prova da polpa branca do fruto acabado de abrir, colhido pelas trabalhadoras da roça. Jantar e noite na própria roça, no meio da floresta.

Dia 6

Dia 6 · 8 de março — Dia Internacional da Mulher no Marco do Equador

O dia mais simbólico da viagem. Descemos ao sul, a zona mais verde e exuberante da ilha, com paragem no miradouro sobre o Pico Cão Grande, o monólito vulcânico que se levanta 663 metros acima da floresta. Travessia de barco até ao Ilhéu das Rolas e subida ao Marco do Equador, mandado erguer por Gago Coutinho: o ponto exato onde se está com um pé em cada hemisfério. Tarde nas praias de areia dourada do ilhéu. Ao fim do dia, instalação no Ecolodge Inhame e jantar de celebração do Dia Internacional da Mulher com a Luísa, que construiu um dos refúgios mais admirados da ilha, dá emprego às mulheres da comunidade piscatória vizinha e trabalha na proteção das tartarugas marinhas.

Dia 7

Dia 7 · O sul selvagem: Praia Inhame, os mangais e as lavadeiras

Dia de desaceleração no sul. Manhã entre a Praia Inhame, à porta do lodge, e a Praia Piscina, com as suas piscinas naturais de água morna entre as rochas, que enchem e esvaziam ao ritmo da maré. Passeio de barco pelos mangais da foz do Rio Malanza, com guias locais, entre raízes, aves e silêncio. Pelo caminho, o encontro que muitas viajantes dizem ser o que mais as marca: as lavadeiras que se juntam à beira do rio para lavar a roupa e conversar — o convívio quotidiano entre mulheres da comunidade. Jantar de peixe e marisco fresco no Ecolodge Inhame.

Dia 8

Dia 8 · 10 de março — O Mercado Central e o regresso

Regresso à cidade e visita ao Mercado Central de São Tomé, o verdadeiro motor económico feminino do país: entre bastões-do-imperador, orquídeas, especiarias e fruta, compram-se as lembranças diretamente às produtoras. Tarde livre para descansar, para as últimas compras ou para uma visita ao centro de artesanato de mulheres. Jantar de despedida e transfer para o aeroporto, com voo noturno de regresso.

Dia 9

Dia 9 · 11 de março — Chegada a Lisboa

Chegada a Lisboa de manhã cedo, com a bagagem cheia de poesia, de fotografias e de conversas — e com a força das mulheres de São Tomé a acompanhar quem volta.

O que está incluído

  • Voos Lisboa–São Tomé, ida e volta, com taxas de aeroporto e bagagem incluídas
  • Líder de viagem portuguesa a acompanhar o grupo desde o aeroporto de Lisboa até ao regresso
  • Guia santomense dedicada ao grupo durante toda a estadia na ilha
  • Grupo exclusivamente feminino, com um máximo de 12 participantes
  • 7 noites de alojamento: hotel de charme na cidade de São Tomé, Roça Santa Luzia e Ecolodge Inhame
  • Meia pensão, com os jantares nas casas das nossas anfitriãs e almoços especiais indicados no itinerário
  • Jantar de boas-vindas e jantar de celebração do Dia Internacional da Mulher, a 8 de março
  • Viatura 4x4 com motorista e todos os transfers e circuitos
  • Travessia de barco para o Ilhéu das Rolas e subida ao Marco do Equador
  • Passeio de barco pelos mangais da foz do Rio Malanza, com guias locais
  • Caminhada guiada no Parque Natural do Obô até à Lagoa Amélia
  • Visita à Roça Monte Café e Rota do Cacau na Roça Santa Luzia
  • Encontros com as anfitriãs locais indicados no itinerário
  • Seguro de viagem

O que não está incluído

  • Suplemento de quarto individual, para quem preferir não partilhar (sob consulta)
  • Almoços não indicados no itinerário
  • Bebidas fora das refeições incluídas
  • Taxa turística de 2,10 € por pessoa e por noite, paga em dinheiro no aeroporto à chegada
  • Entrada no Museu da Roça Monte Café (cerca de 3 € por pessoa)
  • Despesas de caráter pessoal, lavandaria e gratificações
  • Tudo o que não esteja mencionado como incluído

Perguntas frequentes

Aclaramos todas as dúvidas

Observações

Preço por pessoa em quarto duplo: 2.500€. Suplemento de quarto individual sob consulta, sujeito a disponibilidade.

Viagem reservada a participantes do sexo feminino, pensada para maiores de 50 anos. Grupo reduzido: máximo de 12 participantes; a partida realiza-se com um mínimo de 2 inscritas.

A reserva confirma-se com o pagamento do sinal. Cancelamentos até 60 dias antes da partida sem custos; entre 60 e 30 dias, 30% do valor; a menos de 30 dias, 60% do valor.

Os encontros com as anfitriãs locais fazem parte do programa e estão organizados à partida, mas dependem da disponibilidade de cada uma no dia. Sempre que um encontro não for possível, é substituído por outro de natureza equivalente.

Documentação: passaporte válido e, quando aplicável, visto ou registo eletrónico. Cidadãos portugueses estão isentos de visto para estadas curtas. A vacina da febre-amarela é recomendada e pode ser exigida consoante o país de origem ou de escala.