Dicas de viagem · 6 min

Vacinas para a África do Sul e visto: o que precisam os portugueses

· 23 de setembro de 2026

Não há vacinas para a África do Sul obrigatórias vindo de Portugal, nem visto até 90 dias. Vacinas recomendadas, malária no Kruger, passaporte e nova declaração aduaneira.

Não há vacinas para a África do Sul obrigatórias para quem viaja diretamente de Portugal, e os cidadãos portugueses não precisam de visto para turismo até 90 dias. A vacina da febre-amarela só é exigida a quem chega de um país onde a doença é endémica, o que não inclui Portugal.

Mas «não obrigatório» não é o mesmo que «não necessário». O que deve mesmo preocupá-lo na África do Sul é a malária, se for ao Kruger, e alguns pormenores do passaporte que deixam pessoas em terra todos os anos. Vamos por partes.

Neste artigo

Visto e documentos: o que precisam os portugueses

Segundo os Conselhos aos Viajantes do Portal das Comunidades (atualizados a 3 de julho de 2026):

  • Sem visto prévio: à chegada é concedida uma autorização de permanência de 90 dias para turismo.
  • Passaporte eletrónico válido pelo menos 30 dias depois da data prevista de saída. O MNE recomenda 6 meses de validade, porque há companhias aéreas que aplicam critérios mais exigentes.
  • Duas páginas livres, no mínimo, para os carimbos. É um motivo real de recusa de embarque: confirme antes de ir para o aeroporto.
  • O passaporte temporário português não é aceite, por não ser eletrónico.
  • Declaração aduaneira eletrónica: desde 1 de julho de 2026, todos os viajantes têm de submeter online, antes da viagem, uma declaração aduaneira no sistema da autoridade tributária sul-africana (SARS). O MNE indica que deve ser feita até 24 horas antes da partida.
  • Bilhete de regresso e comprovativo de alojamento: podem ser pedidos no check-in ou na imigração.

Antes de reservar, volte a confirmar a ficha do MNE: os requisitos podem mudar. E registe a viagem na aplicação gratuita Registo Viajante.

Se viajar com menores

Desde 2016 a África do Sul aplica requisitos específicos à entrada e saída de menores, como a certidão de nascimento que prove a filiação e, quando a criança não viaja com os dois progenitores, uma autorização do ausente. As regras foram sendo flexibilizadas, por isso confirme os requisitos em vigor junto da embaixada ou da companhia aérea antes de voar.

A vacina da febre-amarela é obrigatória?

Não, se chegar de Portugal ou de qualquer país sem transmissão de febre-amarela.

Sim (com certificado internacional de vacinação) para maiores de 1 ano que venham de zonas afetadas. O certificado só é válido 10 dias depois da vacina. Isto interessa a quem junta a África do Sul com países da África Central ou Ocidental, ou da Amazónia.

Atenção às escalas: vários voos de Lisboa para Joanesburgo fazem escala em Luanda. Um trânsito longo num país de risco pode, em certos casos, ativar a exigência. Se o seu voo tiver escala em Angola ou noutro país endémico, confirme o seu caso concreto na consulta do viajante e com a companhia aérea.

Vacinas para a África do Sul recomendadas

Nenhuma é obrigatória vindo de Portugal, mas a Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante e as consultas do viajante costumam considerar:

  • Hepatite A: recomendada praticamente sempre
  • Hepatite B: para estadias longas ou se prevê contacto com cuidados de saúde
  • Tétano e difteria: confirme que tem o reforço em dia no boletim de vacinas
  • Febre tifoide: se for a zonas rurais ou comer fora do circuito turístico
  • Sarampo (VASPR): se não estiver vacinado
  • Raiva: para estadias prolongadas em zonas rurais ou trabalho com animais
  • Cólera: apenas em situações específicas, a avaliar pelo médico

Marque a consulta do viajante com pelo menos 4 a 6 semanas de antecedência: alguns esquemas exigem várias doses. Faz-se em centros de vacinação internacional e consultas do viajante em todo o país; leve o boletim de vacinas.

A malária: o risco real

Isto é o que realmente importa na parte sanitária. Há risco de malária no nordeste do país, sobretudo nas zonas de baixa altitude:

Circuito São Tomé e Príncipe: 8 Dias

Viagem em destaque

Circuito São Tomé e Príncipe: 8 Dias

8 dias / 7 noitesdesde 1250€
Ver viagem
  • Província de Mpumalanga, incluindo o Parque Nacional Kruger
  • Norte do Limpopo, junto às fronteiras com o Zimbabué e Moçambique
  • Extremo norte do KwaZulu-Natal

O risco é sazonal: maior na estação quente e chuvosa, aproximadamente de outubro a maio, e bastante menor no inverno seco. Por isso muitos viajantes escolhem precisamente o inverno austral para o safari.

A Cidade do Cabo, a Rota Jardim, as vinhas e a costa do Cabo Ocidental não têm malária. Se a viagem se limitar a essa zona, não precisa de profilaxia.

Proteção contra os mosquitos

  • Repelente com DEET do entardecer ao amanhecer
  • Mangas compridas e calças ao fim da tarde
  • Mosquiteiro ou ar condicionado à noite
  • A profilaxia com medicamentos decide-se com o médico, conforme o itinerário e as datas

Outras questões de saúde

  • Água: a da torneira é potável nas cidades e zonas turísticas; em zonas rurais, prefira engarrafada.
  • Saúde: a rede pública tem-se degradado, mas os hospitais e clínicas privadas são de muito bom nível, e caros. O Cartão Europeu de Seguro de Doença não serve fora da Europa: faça um seguro de viagem com cobertura médica alargada.
  • VIH: as taxas de infeção são elevadas; use sempre meios de prevenção.
  • Sol: a radiação ultravioleta é intensa; protetor alto e chapéu.
  • Altitude: Joanesburgo está a cerca de 1.750 m. Há quem sinta nos primeiros dias.
  • Farmácia de viagem: leve a medicação habitual com receita (e o nome da substância ativa, porque as marcas mudam), antidiarreico, analgésico e repelente.

Perguntas frequentes

Os portugueses precisam de visto para a África do Sul?

Não, para turismo até 90 dias. Basta o passaporte eletrónico com pelo menos 30 dias de validade após a saída (o MNE recomenda 6 meses) e duas páginas livres.

Que vacinas são necessárias para viajar para a África do Sul?

Nenhuma obrigatória a partir de Portugal. Recomendam-se hepatite A, tétano-difteria em dia e, conforme o itinerário, hepatite B, febre tifoide e raiva.

A febre-amarela é obrigatória?

Só se chegar ou transitar por um país com transmissão. Vindo de Portugal, não.

Há malária no Kruger?

Sim, com maior risco na estação das chuvas. Fale da profilaxia na consulta do viajante.

A consulta do viajante é obrigatória?

Não é obrigatória, mas é muito recomendada para qualquer viagem a África. Marque-a 4 a 6 semanas antes.

E para São Tomé e Príncipe?

Os portugueses também não precisam de visto até duas semanas, e a febre-amarela só é pedida a quem chega de um país com transmissão. Lá, o paludismo existe em todo o arquipélago, por isso a consulta do viajante é ainda mais relevante. Veja as regras de entrada em São Tomé e Príncipe.

Outro destino africano sem visto para portugueses

Se está a comparar destinos africanos pela facilidade de entrada, São Tomé e Príncipe também não exige visto aos portugueses para estadias curtas, tem voo direto de Lisboa, fala português e é um dos países mais tranquilos do continente. Leia se é seguro viajar para São Tomé e Príncipe.

Conheça o nosso Circuito de 8 dias por São Tomé e Príncipe, desde 1.250 € por pessoa, ou fale connosco.

Vacinas para a África do Sul e visto para portugueses · Jaca Voyage